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Sou muito humorado. Se bem ou mal, depende da situação...

Em 1989 o HIV invadiu meu organismo e decretou minha morte em vida. Desde então, na minha recusa em morrer antes da hora, muito aconteceu. Abuso de drogas e consequentes caminhadas à beira do abismo, perda de muitos amigos e amigas, tratamentos experimentais e o rótulo de paciente terminal aos 35 quilos de idade. Ao mesmo tempo surgiu o Santo Graal, um coquetel de medicamentos que me mantém até hoje em condições de matar um leão e um tigre por dia, de dar suporte a meus pais que se tornaram idosos nesse tempo todo e de tentar contribuir com a luta contra essa epidemia que está sob controle.



Sob controle do vírus, naturalmente.



Aproveite o blog!!!



Beto Volpe



quarta-feira, 14 de março de 2012

Anvisa proíbe uso de aditivos para dar sabor ao cigarro

Ainda que antiproibicionista, acredito que as estratégias da indústria do tabaco para garantir a dependência da próxima geração são sorrateiras e subliminares, como a do falecido Camel, e tem que ser detidas. Há que ser melhorada, mas essa resolução tira de circulação um grande atrativo para a juventude ingressar no tabagismo, assim como muitos alcoolistas começam com o licorzinho depois do almoço. Parabéns à ANVISA.
Beto Volpe

Descrição da imagem: propaganda dos cigarros Camel, onde um fortão, descolado e delicioso camelo posa de óculos escuros, envolto em uma justíssima camiseta preta e calças jeans encostado em um belo conversível vermelho de braços cruzados, sob o céu azul. Naturalmente que ele está com um cigarro no canto da boca e com cara de que vai te fazer sofrer de prazer...


Para especialista em tabagismo, os aromatizantes tornam o cigarro mais atraente aos jovens
A indústria do cigarro sofreu mais um golpe nesta terça-feira (13). A diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou por unanimidade a resolução que proíbe o uso de aditivos que dão sabor a produtos derivados de tabaco, como mentol e cravo. O uso do açúcar, porém, continua permitido. A indústria terá 18 meses para adequar os cigarros à nova regra. No caso de outros derivados de tabaco, como os fumos para cachimbos, o prazo é de 24 meses. A decisão não vale para produtos exportados para outros países.

De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarro com aromatizantes, segundo a Vigilância Sanitária. Uma pesquisa feita em 13 capitais pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que o cigarro com sabor é o preferido entre adolescentes brasileiros que começam a fumar. "O cigarro da década de 60 e 70 não era agradável, mas havia uma propaganda que incentivava o consumo", explica a cardiologista Jaqueline Issa, do Instituto do Coração (Incor). "À medida que houve uma restrição da publicidade, a indústria precisou criar um produto mais atraente." De 15% a 17% da população brasileira é fumante hoje em dia. "Para alcançarmos um dígito, o caminho é difícil e essas coisas que parecem pequenos detalhes passam a ter uma importância enorme", comenta.
 
O texto original, colocado em consulta pública em novembro de 2010, previa a retirada, ainda, do açúcar. A sugestão seguia os princípios da Convenção Quadro do Tabaco, um acordo internacional com regras para prevenção e combate ao tabagismo do qual o Brasil é signatário. Mas produtores alegaram que o aditivo é indispensável para um determinado tipo de fumo, o Burley, o que causaria um problema para as famílias que dependem da produção de tabaco.

Demissões
Associações patronais e sindicatos de trabalhadores da cadeia produtiva do tabaco, além de entidades públicas de municípios produtores, divulgaram nos últimos dias na imprensa um manifesto conjunto em repúdio à resolução. No texto, o grupo alega que não há nenhum estudo que aponte uma relação entre a incidência de fumantes na população e a participação de cigarros com sabor no mercado.

De acordo com os representantes da indústria do tabaco, a proibição vai desestruturar a cadeia produtiva do setor, provocará demissões e incentivará o comércio ilegal de cigarros. O açúcar, portanto, ficou fora da proposta da Anvisa  e o tema deve voltar a ser discutido futuramente.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

3 comentários:

  1. Sim. Vamos todos nos enfiar em bolhas de vidro e ver a vida passar sem aproveitar nada que ofereça o mínimo risco. É melhor, quando estivermos nessa bolha de vidro, nem colocarmos o dedinho no ânus senão podemos contrair uma nova doença e a quem iremos culpar senão a nós mesmos, não é mesmo?
    Cada vez que passa o tempo, vejo que não há vantagem nenhuma em viver com muitos cuidados como se fosse um vegetal a mais na natureza. Minha avós está com 95 anos e depende de minha mãe para tudo, até para beber água e comer. Uma outra tia minha tem 103 anos e sequer consegue manter a cabeça de pé!
    De que adianta querer viver tanto? Isso acaba sendo uma maldição!
    Eu não fumo, mas não vou deixar de fazer o que gosto por causa da qualidade de vida. Agora nem se pode mais comer uma simples carne porque o Jornal Nacional acabou de noticiar que é perigoso e podemos morrer. Enfim... pra que viver sem poder fazer nada?

    Abraços. Fabiano Caldeira.

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  2. Fabiano, querido, não creio que sejam necessárias bolhas de vidro, nem parar de comer carne vermelha. As orientações estão aí, segue quem quer. O que ocorre no caso dos cigarros docinhos é que eles têm o único objetivo de escravizar mais uma geração ao cigarro, do qual até hoje tento me libertar. Acho também que o objetivo não seja viver tanto, mas viver melhor. Sou prova viva de que é possível viver muito bem com limitações de toda ordem. Quanto ao dedo no ânus, até agora não soube de males à saúde por conta disso, salvo quando as unhas não estão devidamente cortadas, rs... Ai, lembranças terríveis... Beijos, querido.

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  3. Sábias palavras. Não ligue muito pra esse meu jeito e ser.

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