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Sou muito humorado. Se bem ou mal, depende da situação...

Em 1989 o HIV invadiu meu organismo e decretou minha morte em vida. Desde então, na minha recusa em morrer antes da hora, muito aconteceu. Abuso de drogas e consequentes caminhadas à beira do abismo, perda de muitos amigos e amigas, tratamentos experimentais e o rótulo de paciente terminal aos 35 quilos de idade. Ao mesmo tempo surgiu o Santo Graal, um coquetel de medicamentos que me mantém até hoje em condições de matar um leão e um tigre por dia, de dar suporte a meus pais que se tornaram idosos nesse tempo todo e de tentar contribuir com a luta contra essa epidemia que está sob controle.



Sob controle do vírus, naturalmente.



Aproveite o blog!!!



Beto Volpe



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Motivação baseada em adversidades

Pessoal, compartilho com vocês um delicioso retorno de atividade desenvolvida junto à Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH em companhia de minha amiga Denise Rodrigues. Confesso que fiquei muito emocionado e mais motivado que nunca. Obrigado, pessoal da ABRH e contem comigo.



Beto Volpe






Na manhã do último dia 27 de abril, fomos recebidos pela simpática Profa. Miriam na FATEC – Praia Grande, para darmos continuidade aos TEMAS EM DEBATES promovidos mensalmente pela ABRH-SP Regional Baixada Santista e CIESP – Regional de Santos. Além da receptividade, neste dia, tivemos a alegria e a satisfação de assistir a palestra Motivação Baseada em Adversidades, proferida por Beto Volpe com muito bom humor e exemplo de força e superação.O palestrante, Beto Volpe, é articulista da Folha de São Paulo Tribuna do Litoral Paulista e Agências de Notícias da AIDS. À medida que nos acomodávamos nas cadeiras várias perguntas pairavam em nossas cabeças, uma delas: O que fez com que um homem que contraiu HIV há mais de duas décadas, contrariando a medicina, estivesse a nossa frente bem vivo, e ainda mais, esbanjando bom humor?


Talvez o segredo tenha sido a Resilência - “Arte de transformar toda energia de um problema em uma solução criativa”. Assim como dizia o primeiro slide de sua apresentação. Bem humorado Beto inicia sua palestra dizendo que em 1989, quando tinha 28 anos, contraiu o HIV, e que naquele momento viu a sua morte decretada. Nos sete anos seguintes usou e abusou das drogas e da saúde que lhe restava. Os excessos levaram Beto a ter pneumonia, neurotoxoplasmose e candidíase no aparelho digestivo. Então pensava se os amigos estavam morrendo de AIDS, o jeito era gastar-se até a última gota que lhe restava. Contou-nos dos abismos por onde andou, dos 34 kilos, do rosto ”chupadinho”, das 19 cirurgias e todas as adversidades que enfrentou.Com o surgimento de um coquetel de medicamentos vinha a esperança de continuar vivo e lutando contra as adversidades. Para Beto o jogo só termina quando acaba, e ele sobreviveu com a ajuda do coquetel.


E vieram mais adversidades! As pernas e os braços foram afinando e o rosto ficando “chupadinho”. E veio juntamente a depressão, a vontade de não mais sair de casa. E aí então mergulhou em outra droga, agora numa droga do bem, uma tal internet. E surgiram os bate-papos virtuais com outros soropositivos, e juntamente a vontade de criarem uma ONG. E hoje já se foram mais de dez anos de militância, atividade renovou as suas forças e a vontade de viver.Mais a diante quando teve câncer, comenta que já contou piada na primeira sessão de quimioterapia. É alto astral demais para morrer!


Ele falou da história e fundamentos da AIDS e também nos falou da doença no contexto atual com a sociedade e das relações da AIDS com o trabalho.Beto valoriza cada uma de suas dores, e como ele diz sempre, o bicho que veio para matá-lo virou sua fonte de energia. Aprendeu que o sentido da vida é enfrentar as dificuldades com bom humor, e que a vida é muito maior que a AIDS. Pensa que se morresse há 20 anos ninguém sentiria sua falta. Mas que hoje fez a sua história e deixa sua marca no planeta, com ações de ajuda a outros soropositivos, sempre semeando o bem e expandindo esse amor para o próximo. Tem a saúde frágil, mas é mais forte do que antes.


Além do humor e do o amor, ele faz questão de ressaltar a importância do apoio da família na sua recuperação. Preservar a alegria, a motivação pela vida os bons sentimentos faz bem à saúde, e Beto é a prova viva desta tese.O Tema de hoje nos possibilitou muitas reflexões. Muito obrigada Beto pelos seus ensinamentos sobre a vida e superação! Nisto você é mestre!


Por Nadir Paes – Coordenadora de Comunicação e Marketing da ABRH-SP Regional Baixada Santista


Visite o blog do Beto Volpe - www.cargaviral.blogspot.com

2 comentários:

  1. Não estive lá, mas conheço o Beto, suas ideias e suas performances o suficiente para saber que ele mereceu cada elogio desse texto tão bem feito!

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  2. Parabéns, Beto Volpe! Você é um ícone fundamental desse momento em prol da qualidade de vida das pessoas que possuem alguma doença crônica ou grave.
    Abraços. FabianoCaldeira.

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