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Sou muito humorado. Se bem ou mal, depende da situação...

Em 1989 o HIV invadiu meu organismo e decretou minha morte em vida. Desde então, na minha recusa em morrer antes da hora, muito aconteceu. Abuso de drogas e consequentes caminhadas à beira do abismo, perda de muitos amigos e amigas, tratamentos experimentais e o rótulo de paciente terminal aos 35 quilos de idade. Ao mesmo tempo surgiu o Santo Graal, um coquetel de medicamentos que me mantém até hoje em condições de matar um leão e um tigre por dia, de dar suporte a meus pais que se tornaram idosos nesse tempo todo e de tentar contribuir com a luta contra essa epidemia que está sob controle.



Sob controle do vírus, naturalmente.



Aproveite o blog!!!



Beto Volpe



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ADEUS GABRIELA LEITE

Replico texto de Liandro Lindner sobre a passagem de Gabriela Leite, ativista pelos direitos humanos no Brasil.
Beto Volpe

ADEUS GABRIELA LEITE

Choro hoje a partida de uma amiga, uma lutadora, uma mulher com quem muito aprendi, muito bebi, articulei, ri e dividi alegrias e bons e maus momentos.

GABRIELA LEITE não resistiu a um câncer e faleceu hoje, aos 62 anos. Ativista dos Direitos Humanos, líder das prostitutas do Brasil, escritora, política, uma mulher de fibra e energia que viveu intensamente seus dias e soube lutar por seus iguais.

Dos diversos momentos em que dividimos mesa e idéias, bebendo e conversando, em várias partes do mundo, fui aprendendo a admirá-la pela história de vida e pela capacidade de se reinventar a cada provação, superando obstáculos e lutando sempre mesmo em meio as dificuldades de toda a ordem. 

Sua biografia no livro " Filha, Mãe, Avó e Puta" é um relato de superação e determinação em seguir as vontades construindo novas realidades. A fundação da ONG Davida, da grife "Daspu", a peça de seu livro estreada por Alexia Dechamps, foram marcos de sua capacidade criativa e contestatória que rompeu barreiras e fez a diferença. Uma voz de transgressão num mundo conformista.

Fará falta !
Descanse em paz !Choro hoje a partida de uma amiga, uma lutadora, uma mulher com quem muito aprendi, muito bebi, articulei, ri e dividi alegrias e bons e maus momentos.

GABRIELA LEITE não resistiu a um câncer e faleceu hoje, aos 62 anos. Ativista dos Direitos Humanos, líder das prostitutas do Brasil, escritora, política, uma mulher de fibra e energia que viveu intensamente seus dias e soube lutar por seus iguais.

Dos diversos momentos em que dividimos mesa e idéias, bebendo e conversando, em várias partes do mundo, fui aprendendo a admirá-la pela história de vida e pela capacidade de se reinventar a cada provação, superando obstáculos e lutando sempre mesmo em meio as dificuldades de toda a ordem. 

Sua biografia no livro " Filha, Mãe, Avó e Puta" é um relato de superação e determinação em seguir as vontades construindo novas realidades. A fundação da ONG Davida, da grife "Daspu", a peça de seu livro estreada por Alexia Dechamps, foram marcos de sua capacidade criativa e contestatória que rompeu barreiras e fez a diferença. Uma voz de transgressão num mundo conformista.

Fará falta !
Descanse em paz !
 

Liandro Lindner

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