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Sou muito humorado. Se bem ou mal, depende da situação...

Em 1989 o HIV invadiu meu organismo e decretou minha morte em vida. Desde então, na minha recusa em morrer antes da hora, muito aconteceu. Abuso de drogas e consequentes caminhadas à beira do abismo, perda de muitos amigos e amigas, tratamentos experimentais e o rótulo de paciente terminal aos 35 quilos de idade. Ao mesmo tempo surgiu o Santo Graal, um coquetel de medicamentos que me mantém até hoje em condições de matar um leão e um tigre por dia, de dar suporte a meus pais que se tornaram idosos nesse tempo todo e de tentar contribuir com a luta contra essa epidemia que está sob controle.



Sob controle do vírus, naturalmente.



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Beto Volpe



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como evitar aquele momento 'Usei camisinha, não sei o que aconteceu!'

Descrição da imagem: close de um preservativo, ainda enrolado, aguardando o recheio e a cobertura.

"Bebê de camisinha" é o termo pejorativo para descrever a situação em que a mulher engravida, embora jure de pés juntos que estava usando preservativo. Foi o que aconteceu com a modelo Carol Francischini, segundo ela mesma. 

 
No quarto mês de gestação, a modelo disse que engravidou apesar de ter usado camisinha e, ainda, o contraceptivo Nuvaring. (O Nuvaring é um anel flexível, transparente, que libera lentamente, dentro da vagina, estrogênio e progesterona e cuja taxa de eficiência é de 99.7%, segundo o fabricante e ginecologistas ouvidos; equivale a uma cartela mensal de pílulas anticoncepcionais e deve ser substituído depois de um ciclo por um anel novo). 

A gravidez, que teria vencido as barreiras da dupla proteção, repercutiu em redes sociais. A atriz Luana Piovani, por exemplo, ironizou a explicação da modelo. "Para quem está com dificuldade em engravidar: parece que é só usar camisinha e Nuvaring que dá direitinho", tuitou a atriz. Luana seguiu com posts sobre o assunto no microblog até dar o caso por encerrado: "O melhor é o Zé Simão amado dizendo que o pai é o MacGaiver hahaaha"; "Chega! Que esse assunto me irrita, só não deu para ficar calada com essa declaração naive". 

CAMISINHA FURADA?
No caso do anel vaginal, a ocorrência de uma gravidez indesejada é de menos de 1%. Já no caso da camisinha, a dúvida em relação à veracidade da afirmação de Carol Francischini pode ser injusta, já que 17% dos casais que mantêm relações com o preservativo engravidam. Como é possível que um método recomendado pela Organização Mundial da Saúde, com eficácia alegada de 98%, possa estar envolvido nessa alta taxa de gestações? 

"Erro humano", diz Nilson Roberto Melo, chefe do Departamento de Planejamento Familiar da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, a camisinha é segura, mas a altíssima taxa de erros na hora de usá-la ou o desconhecimento de como ela funciona a tornam menos eficiente. "Dizemos que ele é um preservativo de dupla proteção, ou seja, é recomendável que se use associado a algum outro método. Não porque o preservativo tenha problemas, o controle de qualidade dele é excelente. Mas o fator humano, os equívocos em seu uso prejudicam seu desempenho." 

Como todo mundo deve saber, a camisinha bloqueia a passagem do espermatozóide, impedindo a concepção. Ao evitar o contato direto do pênis com a vagina, esse preservativo também previne a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Uma análise publicada no "Sexual Health", jornal norte-americano especializado em sexualidade, reuniu os 50 estudos mais importantes sobre o uso de camisinha. Esses estudos envolveram mais de 10 mil participantes e foram realizados desde 1994 até o ano passado. A análise dos resultados relacionou as principais causas para que o método do preservativo não funcione. Todas se referem a falhas no uso e desconhecimento. 

Foram avaliados estudos de 14 países e concluiu-se que, embora as nacionalidades variem, as "barbeiragens" são as mesmas. O grupo de erros relacionados à colocação do preservativo inclui colocar a camisinha do lado errado. Sem lubrificação, o preservativo pode rasgar e, então, a proteção deixa de existir (a porcentagem desse equívoco variou de 4% a 30,4% dos usuários em diferentes questionários). Usar lubificantes à base de petróleo junto com a camisinha (devem ser à base de água) também foi outro problema constatado (erro cometido por entre 4% e 7% dos usuários). 

Colocar a camisinha depois de já ter havido penetração também está entre os erros mais citados nos estudos (17% e 51% dos ouvidos nas diversas pesquisas). Há troca de fluidos desde o início da relação e não apenas durante a ejaculação. Não tirar o ar da camisinha, não deixar espaço para o recipiente em sua ponta (que recebe o esperma), usar objetos cortantes para abrir a embalagem de preservativos, desenrolar a camisinha antes de colocá-la no pênis ou não colocar o preservativo corretamente também estão entre os problemas recorrentes. Menos freqüente, mas muito surpreendente é a prática de reutilizar a camisinha, virando o lado dela. 

Também surpreende a incidência de pessoas que afirmaram ter errado a maneira de retirar o preservativo (57%). Ele deve ser retirado antes de o pênis diminuir de tamanho para evitar que o líquido transborde para a vagina. Nem todos os preservativos têm espermicida, o que eliminaria o problema --.mas algumas mulheres são alérgicas ao produto. 

"Aqui no Brasil temos resultados muito semelhantes ao dos estudos em outros países. Os erros são os mesmos. Por isso, minha orientação é que a mulher procure seu ginecologista e associe o preservativo a um outro método. É uma garantia de que ela vai evitar com eficiência uma gravidez indesejada", diz Melo. "O anel vaginal está se tornando cada vez mais popular. As mulheres tinham medo de usá-lo porque achavam que o pênis do companheiro poderia retirá-lo ou o anel poderia cair. Isso é uma besteira. É um método ótimo. Tem menos taxas hormonais, menos sangramentos entre os ciclos e não precisa passar pelo sistema digestivo para fazer efeito", diz Melo. 

Fonte: Folhasp

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