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Sou muito humorado. Se bem ou mal, depende da situação...

Em 1989 o HIV invadiu meu organismo e decretou minha morte em vida. Desde então, na minha recusa em morrer antes da hora, muito aconteceu. Abuso de drogas e consequentes caminhadas à beira do abismo, perda de muitos amigos e amigas, tratamentos experimentais e o rótulo de paciente terminal aos 35 quilos de idade. Ao mesmo tempo surgiu o Santo Graal, um coquetel de medicamentos que me mantém até hoje em condições de matar um leão e um tigre por dia, de dar suporte a meus pais que se tornaram idosos nesse tempo todo e de tentar contribuir com a luta contra essa epidemia que está sob controle.



Sob controle do vírus, naturalmente.



Aproveite o blog!!!



Beto Volpe



quinta-feira, 15 de março de 2012

Não à prisão pelo uso da pílula do dia seguinte


Caros amigos do Brasil,


O Congresso hondurenho está prestes a votar uma lei que manda as mulheres para a prisão caso usem a pílula do dia seguinte -- até mesmo as vítimas de agressão sexual. Mas o presidente do Congresso pode impedir isso. Ele se preocupa com sua imagem internacional e seu futuro na política. Nosso protesto massivo na América Latina pode envergonhá-lo e acabar com este ataque às mulheres. Assine a petição para o presidente do Congresso e compartilhe com todos:

Assine a petição
Dentro de poucos dias, Honduras pode aprovar uma lei extremista que colocará as mulheres na prisão por usarem a pílula do dia seguinte, mesmo depois de serem estupradas. Mas nós podemos derrubar esta lei e devolver às mulheres a chance de evitar uma gravidez indesejada.

Alguns membros do Congresso concordam que essa lei -- que também mandaria os médicos ou qualquer pessoa que vender os comprimidos para a prisão -- é excessiva, mas eles estão cedendo ao poderoso lobby religioso que erroneamente afirma que a pílula do dia seguinte constitui um aborto. Entretanto, o presidente do Congresso, que quer concorrer ao cargo de presidente de Honduras e se preocupa com sua reputação no exterior, pode impedir isso. Se o pressionarmos agora, poderemos arquivar essa lei reacionária.

A votação pode acontecer a qualquer momento. Vamos mostrar a Honduras que o mundo não vai apoiar a prisão de mulheres que tentam prevenir uma gravidez, mesmo depois de violência sexual. Assine a petição urgente exigindo ao presidente do Congresso, Juan Orlando Hernández, que defenda os direitos das mulheres. Se alcançarmos 400.000 assinaturas, grupos locais de mulheres irão entregar pessoalmente o nosso clamor para Hernández:

http://www.avaaz.org/po/no_prison_for_contraception/?vl

Alguns países, como Honduras, proibiram a pílula anticoncepcional de emergência que funciona atrasando a ovulação e evitando a gravidez -- tais como pílulas anticoncepcionais comuns. Mas se esta nova lei for aprovada, Honduras será o único país no mundo a punir o uso ou venda de anticoncepcionais de emergência com uma pena de prisão. Adolescentes, vítimas de estupro, médicos ou qualquer outra pessoa condenada por vender ou usar a pílula do dia seguinte podem acabar atrás das grades, uma flagrante violação das diretrizes da Organização Mundial de Saúde. A organização declarou este contraceptivo de emergência como um medicamento essencial para todas as mulheres, especialmente as vítimas de estupro.

A América Latina já tem muitas leis duras que restringem os direitos reprodutivos das mulheres. A primeira vez que o Congresso de Honduras aprovou essa medida draconiana foi em abril de 2009, mas apenas um mês mais tarde o ex-presidente, José Manuel Zelaya, cedeu à pressão de ativistas e vetou a lei. Ele foi deposto por um golpe apenas algumas semanas depois, e desde então o novo regime forçou o retorno do projeto para votação.

O tempo é curto, mas podemos impedir essa proposta horrível de seguir adiante. O Congresso tem o voto final sobre o assunto e o governo não quer arriscar a sua já frágil reputação global. Vamos dizer ao presidente do Congresso, Hernández, que é inaceitável criminalizar a contracepção. Assine esta petição urgente agora e compartilhe com seus amigos e familiares:

http://www.avaaz.org/po/no_prison_for_contraception/?vl

As medidas anticoncepcionais de emergência são vitais para as mulheres em todos os lugares, mas especialmente onde a violência sexual contra as mulheres é extravagante, as taxas de gravidez não planejadas são altas e o acesso ao controle de natalidade regular é limitado. A Avaaz cresceu com força na América Latina -- há mais de 2.5 milhões de nós em toda a região! Vamos apoiar as mulheres de Honduras e ajudá-las a acabar com esse projeto de lei.

Com esperança e determinação,

Alex, Laura, Dalia, Ricken, Emma, Maria Paz, David e o resto da equipe da Avaaz

Mais informações:

9 mil meninas de 10 a 14 anos grávidas anualmente (La Tribuna) (em espanhol)
http://www.latribuna.hn/2012/02/15/9-mil-ninas-de-10-a-14-anos-embarazadas-anualmente/

Corte Suprema de Honduras viola direitos humanos das mulheres (Defensores en Línea) (em espanhol)
http://defensoresenlinea.com/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=1884:corte-suprema-de-honduras-viola-derechos-humanos-de-las-mujeres&catid=81:muj&Itemid=197

Feministas em Resistência em Honduras (em espanhol)
http://feministascontraelgolpehn.blogspot.com/2012/02/accion-urgente-carta-al-congreso-de.html

Supremo Tribunal de Honduras mantém proibição absoluta da contracepção de emergência (ReproRights) (em inglês):
http://reproductiverights.org/en/press-room/honduras-supreme-court-upholds-absolute-ban-on-emergency-contraception-opens-door-to-crim

Honduras, a proibição mais abrangente sobre a contracepção de emergência (RH Reality Check) (em inglês):
http://www.rhrealitycheck.org/article/2012/02/14/honduran-supreme-court-upholds-complete-ban-on-emergency-contraception-0

Suicídio de jovem forçada a casar com seu estuprador causa protestos

Galera, uma sociedade fundamentalista funciona assim, mesmo. Leis baseadas em fundamentos machistas, retrógrados e excludentes. A afirmação final, de que um quarto das marroquinas já foram atacadas sexualmente ao menos uma vez na vida é simplesmente de arrepiar.
Beto Volpe
  • AFP Descrição da imagem: duas mulheres, cobertas da cabeça aos pés, caminham por rua de Marrocos.
Ativistas marroquinos intensificaram a pressão para derrubar a lei que permite que estupradores casem com suas vítimas depois que uma menina de 16 anos cometeu suicídio. Amina Al Filali usou veneno de rato para tirar a própria vida após ficar casada por cinco meses com o homem que a violentou e que, desde a união permanente, a agredia fisicamente. 

Uma petição online e uma manifestação prevista para este sábado (17) tratam da lei como "constrangedora" para o país. Os ativistas querem a suspensão do Artigo 475 da lei local que permite que estupradores escapem da prisão se eles aceitarem "restaurar as virtudes" da vítima - ou seja, se se casarem com ela. Estuprada aos 15 anos, Amina foi obrigada a se casar com seu estuprador com apoio de um juiz. Pela lei do Marrocos, o crime de estupro é punido com 10 anos de prisão, chegando a 20 se a vítima for menor de idade.

"O artigo 475 é constrangedor para a imagem internacional de modernidade e democracia no Marrocos", disse à BBC Fouzia Assouli, presidente da Liga Democrática do Marrocos para os Direitos da Mulher. "No Marrocos, a lei protege a moralidade pública, mas não o indivíduo", acrescentou Assouli. 
Ela afirma ainda que legislação proibindo todas as formas de violência contra as mulheres, incluindo estupro dentro do casamento, está para ser implementada desde 2006.

Deserdada

A jornalista da BBC em Rabat, Nora Fakim, diz que em partes conservadoras do Marrocos é inaceitável para uma mulher perder a virgindade antes do casamento --e a desonra é dela e de sua família, mesmo que ela seja vitima de estupro. Amina veio da pequena cidade de Larache, perto de Tânger, ao norte do país. A idade legal do casamento em Marrocos é de 18 anos, salvo se houver "circunstâncias especiais" --que é a razão pela qual Amina era casada, apesar de ser menor de idade.

A imprensa local diz que a menina queixou-se a sua família sobre maus tratos, mas acabou deserdada, o que teria provocado o suicídio. Testemunhas afirmam que o marido ficou tão indignado quando Amina tomou o veneno que a arrastou pelos cabelos pela rua --e ela morreu pouco depois. Ativistas estão pedindo que o juiz que permitiu o casamento e o estuprador sejam presos. Estudo governamental realizado no último ano dá conta de que cerca de um quarto das marroquinas sofreram ataques de ordem sexual ao menos uma vez durante suas vidas.

Fonte: uol.com.br

A piada comigo foi a mais leve, diz músico após confusão em show

 
FILIPE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
 
O músico Raphael Lopes, 24, que chamou a polícia durante um show de stand-up após ser comparado a um macaco por um humorista, diz que a piada racista da qual foi vítima foi a coisa "mais leve" que ouviu na noite de segunda passada, no Kitsch Club, zona sul de São Paulo.


Raphael, conhecido como Rapha "Dantop", estava a trabalho no local, tocando teclado para a banda da casa.
Ele não assinou o termo que era submetido às pessoas que pagaram R$ 60 para ver a apresentação de vários comediantes, entre eles Danilo Gentili, Fábio Rabin e Felipe Hamachi, este último autor da piada que causou a confusão.

Marcelo Justo/Folhapress
Músico Raphael Henrique, que acionou a PM após piada racista no show de stand-up "Proibidão", em São Paulo     

No termo, clientes se comprometiam a não ficarem ofendidos com o humor "Proibidão" da noite, que teve como temas centrais negros, gays, deficientes e mulheres.
O advogado de Raphael, Dojival Vieira, afirma que estuda "medidas legais cabíveis". Hamachi já pediu desculpas públicas ao músico.

Folha - Você sabia o que era o show "Proibidão"?
Raphael Lopes - Não. A banda já tocava na casa, mas o show foi de última hora.
Você assinou o termo em que se comprometia a não se ofender com as piadas?
A banda não assinou.
Quando ficou incomodado?
Logo no começo. Era horrível. Tinha piadas como: "Só namorei com mulheres com defeito --cega, muda--, mas a pior foi uma cadeirante...".
Comigo foi o mais leve.
E quando decidiu sair?
O Felipe disse: "Dizem que a Aids veio do macaco, mas não acredito. Transo sempre com macaco". Aí olhou para mim e disse: "Né?". Saí sutilmente e chamei a polícia.
E o show continuou?
Sim. Pouca gente ali sentiu a minha ausência.
E quando a polícia chegou?
O policial, também negro, me chamou de canto e disse: "A essa hora, se formos para a delegacia, vai ficar tudo como um mal entendido". Aí deixei como estava.
O humorista que fez a piada te procurou naquela noite?
Veio me pedir desculpas.
Você o desculpou?
Queria acabar logo com o assunto. Apertei a mão dele e não esbocei reação. Não há mágoa. Ele é só mais um que quer fazer sucesso com isso que chamam de humor.
De onde vem seu apelido Dantop? Tem conotação racial, por ser um doce de chocolate?
Teve até um comediante que disse: "Seu apelido é Dantop e você não acha racista?". O apelido não tem nada a ver com o fato de eu ser negro. É uma coisa de quando era adolescente. Prefiro não contar o motivo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pesquisa da Ufba usa células-tronco para tratar necrose em ossos

Tratamento é eficaz em casos de necrose em estágio inicial.

Descrição: exame de imagem da região do quadril destacando com círculo vermelho a cabeça de fêmur necrosada.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia desenvolveram um tratamento contra doenças nos ossos com a aplicação de células-tronco. A técnica é eficaz na maioria dos casos de necrose em estágio inicial.

Na Bahia, o tratamento com as células-tronco ganha importância porque o estado tem a maior incidência do país de anemia falciforme, uma alteração genética no sangue que causa, entre outras complicações, a morte do tecido ósseo. A doença atinge principalmente a população negra, que é maioria no estado.

Os médicos retiram células-tronco mesenquimais do osso da bacia do próprio paciente. Essas células, que se transformam facilmente em tecidos diferentes, são injetadas nas áreas atingidas e substituem as células ósseas mortas. O tratamento tem sido usado principalmente no fêmur.

"O grau de eficácia está em torno de 93% a 95% dos pacientes que se submetem a este tratamento. Eles praticamente abandonam a bengala 30 dias depois, a dor deixa, desaparece 48 horas depois e eles retomam a marcha próximo do normal", garantiu Gildásio Daltro, ortopedista coordenador da pesquisa.

O novo tratamento já beneficiou 60 pessoas de vários estados.

O engenheiro Antônio Palmeira sofria de uma necrose de causa desconhecida que prejudicava tanto o fêmur direito quanto o esquerdo, e o tecido morto se recuperou após a injeção das células-tronco.

"Já estava perdendo os movimentos das pernas, não estava caminhando normalmente. Quando eu caminhava um pouco a perna ficava meio rígida, e tinha até dificuldade de dobrar a perna neste período", contou o engenheiro.

A dona de casa Ana Cristina recuperou a mobilidade da perna esquerda.
Ainda manca da direita, mas já se sente mais confortável. “Quando eu via o carnaval na televisão eu chorava. Aí, depois da cirurgia, eu
disse: 'este ano eu vou'. Quando eu cheguei em casa, eu cheguei maravilhada, eu consegui", comemorou.

Júlio César Alves se aposentou por invalidez devido aos problemas causados pela anemia falciforme. Ele fez o transplante no fêmur e quer fazer o procedimento também no ombro. "Eu espero que seja feito no ombro o mesmo tratamento que foi feito na perna, porque o efeito foi muito bom”, comentou. As informações são da TV Globo.

Relator da união homoafetiva, Ayres Britto é eleito presidente do STF

Ministro foi relator da ADIN/ADPF que reconheceu o direito à união homoafetiva.


Por Hernanny Queiroz, do Gay1, em Brasília

Ministro Ayres Britto STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)O ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal
Federal (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
O ministro Carlos Ayres Britto foi eleito nesta quarta-feira (14) o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele substituirá o ministro Cezar Peluso no mais alto posto da Justiça brasileira, mas não cumprirá o mandato de dois anos porque em novembro completa 70 anos, idade determinada para aposentadoria compulsória dos ministros da Corte.

O resultado da eleição era aguardado, uma vez que, tradicionalmente, a sucessão de comando da Corte é definida por ordem de antiguidade. Por esse critério, Britto será sucedido por Joaquim Barbosa. Britto recebeu dez votos e Joaquim Barbosa, que será o novo vice-presidente do tribunal, recebeu um.

Ayres Brito foi relator da ADIN/ADPF que reconheceu o direito à união homoafetiva aprovado pela suprema corte por unanimidade. Brito também proferiu a palestra Magna da 2ª Conferência Nacional LGBT e recebeu das mãos da Ministra Maria do Rosário o Prêmio Direitos Humanos 2011 e disse que a autorização da união civil homoafetiva “inaugura uma era revolucionária” no Brasil. Ayres Brito foi agraciado na categoria Garantia dos Direitos da População de LGBT.

Perfil
Natural de Propriá (SE) e ministro do Supremo Tribunal Federal desde junho de 2003, Carlos Ayres Britto foi relator de casos que culminaram em importantes decisões da Corte, como a derrubada da Lei da Imprensa, a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias e o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Entre maio de 2008 e abril de 2010, Ayres Britto presidiu o Tribunal Superior Eleitoral e, antes da Lei da Ficha Limpa, defendeu no tribunal eleitoral a tese de que candidatos condenados por improbidade administrativa e corrupção teriam de ficar inelegíveis.

No STF, Britto foi relator da ação penal que condenou o primeiro parlamentar no STF, o deputado federal José Gerardo Arruda (PMDB-CE) e do processo no qual foi proibido o nepotismo no Judiciário e nos demais Poderes.

As manifestações do ministro em plenário e em decisões escritas ficaram conhecidas pelas metáforas e citações poéticas que se misturam aos conceitos jurídicos. São exemplos os votos a favor da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela validade da Lei da Ficha Limpa.
“O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, em estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses”, disse Britto ao condenar o preconceito contra LGBTs.

Romário pede desculpas a pessoas com HIV

Olhaí, pessoal. 
Se tem um parlamentar que está me surpreendendo de forma positiva, é o Romário. E surpresas positivas são muito bem vindas, especialmente do Congresso Nacional, pra variar um pouco. Já sabia de sua atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e agora vem esse pedido de desculpas que eu posso estar enganado, mas a mim soou bastante sincero.
Taí um aliado de grande potencial na luta contra a AIDS.
Beto Volpe

Descrição da imagem: caricatura do sorridente deputado trajando terno cinza, camisa branca, gravata azul listadinha e um par de sapatos pretos totalmente fora de moda.

 Romário pede desculpas a pessoas com HIV

O deputado federal e ex-jogador Romário pediu desculpas na terça-feira aos portadores de HIV pela sua página no Facebook. Isso aconteceu depois de um comentário seu sobre a saída de Ricardo Teixeira da CBF, no dia anterior. Ele havia escrito que estava comemorando a saída de Ricardo Teixeira, segundo ele, um "câncer no futebol brasileiro".

Ele continuou comentando sobre o novo presidente José Maria Marin, que teria furtado uma medalha na celebração do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, em janeiro. Romário alertou Marin: "Não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também".

Depois de pessoas terem se sentido ofendidas pela declaração sobre a AIDS, Romário se retratou. Veja o comunicado abaixo:

"Ontem, em um comentário sobre a CBF, fiz alusão a AIDS e algumas pessoas se sentiram ofendidas. Quero esclarecer aqui que em nenhum momento quis e nem quero desrespeitar, constranger, descriminar e muito menos causar revolta nessas pessoas. Quem acompanha meu mandato sabe exatamente qual é a minha luta aqui na Câmara. Direta ou indiretamente, pessoas HIV+ também fazem parte da minha bandeira. Usei uma expressão que quem realmente me conhece e entende meu linguajar, sabe que eu quis me referir a uma possível cura na confederação. Aos que se sentiram desrespeitados peço desculpa, de coração. Em especial, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Comissão de Aids do Ministério da Saúde e CEDUS do Rio de Janeiro.

Com certeza isso não se repetirá. E com certeza, também, continuarei aqui lutando por vocês."

Anvisa proíbe uso de aditivos para dar sabor ao cigarro

Ainda que antiproibicionista, acredito que as estratégias da indústria do tabaco para garantir a dependência da próxima geração são sorrateiras e subliminares, como a do falecido Camel, e tem que ser detidas. Há que ser melhorada, mas essa resolução tira de circulação um grande atrativo para a juventude ingressar no tabagismo, assim como muitos alcoolistas começam com o licorzinho depois do almoço. Parabéns à ANVISA.
Beto Volpe

Descrição da imagem: propaganda dos cigarros Camel, onde um fortão, descolado e delicioso camelo posa de óculos escuros, envolto em uma justíssima camiseta preta e calças jeans encostado em um belo conversível vermelho de braços cruzados, sob o céu azul. Naturalmente que ele está com um cigarro no canto da boca e com cara de que vai te fazer sofrer de prazer...


Para especialista em tabagismo, os aromatizantes tornam o cigarro mais atraente aos jovens
A indústria do cigarro sofreu mais um golpe nesta terça-feira (13). A diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou por unanimidade a resolução que proíbe o uso de aditivos que dão sabor a produtos derivados de tabaco, como mentol e cravo. O uso do açúcar, porém, continua permitido. A indústria terá 18 meses para adequar os cigarros à nova regra. No caso de outros derivados de tabaco, como os fumos para cachimbos, o prazo é de 24 meses. A decisão não vale para produtos exportados para outros países.

De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarro com aromatizantes, segundo a Vigilância Sanitária. Uma pesquisa feita em 13 capitais pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que o cigarro com sabor é o preferido entre adolescentes brasileiros que começam a fumar. "O cigarro da década de 60 e 70 não era agradável, mas havia uma propaganda que incentivava o consumo", explica a cardiologista Jaqueline Issa, do Instituto do Coração (Incor). "À medida que houve uma restrição da publicidade, a indústria precisou criar um produto mais atraente." De 15% a 17% da população brasileira é fumante hoje em dia. "Para alcançarmos um dígito, o caminho é difícil e essas coisas que parecem pequenos detalhes passam a ter uma importância enorme", comenta.
 
O texto original, colocado em consulta pública em novembro de 2010, previa a retirada, ainda, do açúcar. A sugestão seguia os princípios da Convenção Quadro do Tabaco, um acordo internacional com regras para prevenção e combate ao tabagismo do qual o Brasil é signatário. Mas produtores alegaram que o aditivo é indispensável para um determinado tipo de fumo, o Burley, o que causaria um problema para as famílias que dependem da produção de tabaco.

Demissões
Associações patronais e sindicatos de trabalhadores da cadeia produtiva do tabaco, além de entidades públicas de municípios produtores, divulgaram nos últimos dias na imprensa um manifesto conjunto em repúdio à resolução. No texto, o grupo alega que não há nenhum estudo que aponte uma relação entre a incidência de fumantes na população e a participação de cigarros com sabor no mercado.

De acordo com os representantes da indústria do tabaco, a proibição vai desestruturar a cadeia produtiva do setor, provocará demissões e incentivará o comércio ilegal de cigarros. O açúcar, portanto, ficou fora da proposta da Anvisa  e o tema deve voltar a ser discutido futuramente.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

domingo, 11 de março de 2012

Graças ao Brasil, Dia da Síndrome de Down, 21/3, será comemorado pelos países da ONU



Por iniciativa brasileira, todos os 193 países da ONU passarão a observar oficialmente uma nova data : o Dia Internacional da Síndrome de Down, 21/3. A data é simbólica porque se refere aos 3 cromossomos 21 que caracteriza quem tem a trissomia do cromossomo 21 (21/3).

O objetivo do dia é valorizar as pessoas com síndrome de Down e conscientizar a população sobre a importância da promoção dos direitos inerentes às pessoas que nasceram com a síndrome de desfrutar uma vida plena e digna, como membros participativos em suas comunidades e na sociedade.
Conferência na ONU
O primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down oficial será celebrado na sede da ONU em NY, em 21 de março de 2012 (21/03), com a Conferência “Construindo o nosso futuro”, promovida pelas missões do Brasil e da Polônia e organizada pela Down Syndrome International, Secretariado da ONU para a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e UNICEF. No total, oito jovens com síndrome de Down da Austrália, Brasil, Peru, Estados Unidos e Espanha serão palestrantes na Conferência. É a primeira vez que tantos auto-defensores com síndrome de Down terão a oportunidade de fazer apresentações e falar por si próprios em um evento internacional desta dimensão. Normalmente esse tipo de evento conta com palestras de familiares e especialistas.
É um importante passo para concretização da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, internalizada pelo Brasil em 2008 com poder constitucional. Nela, se aplica a máxima do movimento das pessoas com deficiência – « Nada sobre nós, sem nós ». Outros segmentos da deficiência vêm conseguindo se empoderar das discussões políticas que dizem respeito à essa população, mas os cidadãos com deficiência intelectual ainda vinham sendo, em larga medida, representados por instituições para pessoas com deficiência.

O Brasil estará fortemente representado na Conferência em Nova York por jovens da Associação Carpe Diem de São Paulo, que foram convidados para lançar o livro de sua autoria “Mude o seu falar que eu mudo o meu ouvir”, um guia de acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual. A publicação é a primeira no gênero de que se tem notícia no mundo, e terá versões em português e inglês.
Um painel sobre mídia mostrará as ações pela promoção da inclusão do Instituto MetaSocial, da campanha Ser Diferente é Normal, em parceria com os meios de comunicação em comerciais e novelas. Tathiana Heiderich, repórter do programa Ser Diferente falará sobre sua experiência na TV.
Confira a programação: http://www.inclusive.org.br/?p=21924


Descrição da imagem: Punky, personagem de desenho irlandês com Síndrome de Down, pula feliz sobre a cama em seu quarto muuuuuuito colorido. Seu endereço é http://www.punky.ie/ Pijaminha cor de rosa com coração ao centro, flores no quadro da parede, ursinhos na cama e um cachorrinho ao pé da cama compõem o cenário.


Processo de aprovação do Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU
O Dia Internacional da Síndrome de Down foi instituído em 2006 pela Down Syndrome International (DSi), organização não governamental que reúne entidades ligadas à síndrome de Down em todo o mundo, e já vinha sendo observado em mais de 60 países. Desde o primeiro ano o Brasil foi um dos países que mais se destacou na realização de eventos comemorativos em torno do 21/3 e, por essa razão, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) solicitou, em 2010, o apoio do governo brasileiro para que o dia entrasse para o calendário oficial da ONU.
O pleito ganhou força depois que o Senador Lindbergh Farias apresentou um projeto de lei no Senado para que o Dia da Síndrome de Down entrasse para o calendário nacional. Com fôlego renovado, a Missão do Brasil junto às Nações Unidas foi buscar apoio de outros países para co-patrocinar a iniciativa. No dia 10 de novembro de 2011, em reunião plenária da Terceira Comissão na sede da ONU em Nova York, a proposta brasileira foi apresentada, recebeu o co-patrocínio de mais 77 países e foi aprovada por consenso. Em 19 de dezembro a Assembleia-Geral da ONU reunida adotou a resolução e a data passou a figurar no calandário oficial das Nações Unidas, sendo observado a partir de 2012.
 Para saber mais sobre o processo da resolução na ONU, visite:
Sobre a síndrome de Down
A síndrome de Down é uma ocorrência  cromossômica natural e universal, que sempre fez parte da humanidade, estando presente em todos os gêneros, etnias e classes sociais. Ela afeta 1 em cada 800 nascidos vivos, embora haja variações consideráveis em todo o mundo. A síndrome de Down geralmente provoca diferentes graus de deficiência intelectual e física e problemas médicos associados.
Para maiores informações sobre síndrome de Down : http://www.inclusive.org.br/?p=13581
Para os eventos organizados pelo mundo para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down (o Brasil lidera em número de eventos), visite o site : http://worlddownsyndromeday.org/
Confira os eventos programados no Brasil:
Pegue o badge do Dia Internacional para seu perfil no Facebook: http://www.picbadges.com/world-down-syndrome-day-new-logo/2481065/
Compre a camiseta com o logotipo oficial do Dia Internacional da Síndrome de Down: http://www.vitrinepix.com.br/sindromededown/
Para contatos no Brasil – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down
Presidente – Lourdes Lima – mloumi@hotmail.com